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Divulgação de ciências no contexto empresarial

Não é de hoje que alguns setores ou até mesmo pessoas individuais ganham dinheiro com divulgação científica. Na Europa Iluminista eram organizadas apresentações para mostrar ao público descobertas científicas, era a divulgação científica aplicada ao entretenimento1. Mais tarde, Francis Bacon escreveu sobre a ciência2 como show de publicidade fazendo uma crítica sobre as consequências. À época, performances em praça pública e artigos à imprensa eram os meios comuns de publicizar o conhecimento científico, tirando a Europa do chamado obscurantismo e fomentando uma cultura científica forte. Estava iniciada a evolução da divulgação científica como conhecemos hoje.

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Divulgação científica

A Divulgação científica é um tipo de comunicação que visa popularizar o conhecimento científico flexibilizando a linguagem acadêmica em uma linguagem mais acessível ao público não-especialista.

Mas não se engane, por trás desse processo existiu agência, intenção, e quem soube aproveitar essa oportunidade ganhou muito dinheiro.

As empresas que se associam a valores importantes da sociedade, fortalecem sua marca em um mercado eternamente em evolução de competitividade. Em um futuro incerto no qual a crise climática e o avanço tecnológico acelera quiçá rumo à singularidade, as empresas visionárias que pensam em inovação muito além da capacidade dos seus competidores tomam a frente na conquista de mercados cada vez mais críticos e bem informados, e assim lucram mais.

“Missão empresarial”

Exemplos do que pode ser considerado os primórdios de uma propaganda de “missão empresarial” são os selos de certificação, onde empresas ganham selos de padronização que comunicam aos seus clientes o compromisso de adesão aos seus valores, como por exemplo as certificações do tipo ISO, e mais recentemente, os selos do tipo “orgânico”, “vegano” e “não testado em animais”.

Porém, várias empresas de sucesso não só alinharam suas missões às expectativas do mercado consumidor, mas também investiram na associação da sua marca às iniciativas que elas mesmas têm para fomentar um futuro melhor. Por exemplo, empresas que operam e lucram sob o signo da sustentabilidade, como a Natura®, ou sob o signo do empoderamento feminino e igualdade de gênero, como a Loreal Paris®, entre outras, e cujos valores passam pelo incentivo à saúde, biocapacidade do meio ambiente, bem estar geral do planeta e da população, melhoramento da economia sustentável, menor desperdício de insumos e energia e melhor distribuição de riqueza na sociedade.

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Contudo, não adianta ter selos, certificados e autorizações, ou ter programas e projetos de sustentabilidade se essa informação não chega ao cliente final ou chega apenas a clientes bem informados que já estão acostumados a procurar pela informação relevante. Nesse sentido, algumas empresas até tentam divulgar os resultados de suas pesquisas e iniciativas de apoio à ciência, mas por uma questão de capacitação de pessoal, onde não há profissionais especializados e formados em ciências, seu número de acesso e alcance permanecem baixos. Assim, o divulgador científico bem formado é essencial.

Em um mundo onde, cada vez mais, a opinião pública se torna crítica e comanda decisões e tendências inclusive na política, as empresas precisam pensar em quem vão contratar para ampliar sua mensagem. A opinião pública tem levado à mobilização de recursos para investimento em setores públicos, mas também em setores privados, que mostram seu diferencial apoiando o desenvolvimento da Ciência e da Tecnologia de maneira sustentável e socialmente ética. Os ramos da biotecnologia e das biociências já estão participando desta tendência desde a década de 80 e procuram ajustar-se aos valores e objetivos de empresas e do setor comercial3. Porém com os avanços da tecnologia em vários ramos é difícil encontrar algum empreendimento que não possa lucrar com a divulgação dos seus valores científicos.

Mas como a informação sobre iniciativas privadas chega a quem interessa?

Historicamente, os eventos que se propunham a divulgar a ciência ao chamado público-geral eram liderados pelos próprios estudiosos que se dedicavam à busca pelo conhecimento. Hoje em dia, o mercado da comunicação científica abriu espaço para um novo profissional, os divulgadores.

Geralmente, os divulgadores científicos são pesquisadores com formação acadêmica, que tem uma missão pessoal de publicizar os seus achados científicos e cujo objetivo é esclarecer a população. Porém, cursos profissionalizantes estão surgindo para capacitar profissionais nesse sentido. A união entre os setores comerciais e industriais e os divulgadores do conhecimento científico, no sentido de divulgar ao mercado consumidor, o conhecimento e as ações gerados e apoiado por eles, pode gerar uma parceria frutífera. A parceria entre esses dois setores pode ajudar em uma nova missão, a de transformar conhecimento em produtos e serviços dirigidos a aumentar o bem-estar da sociedade e ainda ajudar as empresas na conquista e ampliação dos seus mercados consumidores.

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Construindo a mensagem

Tornar público sua iniciativa de fomento ao futuro e o bem da humanidade é uma estratégia de marketing empresarial!

Porém essa mensagem precisa ter foco, ser pensada e desenhada estrategicamente para atingir a audiência ou os consumidores com seus interesses próprios. Essa audiência específica é chamada de público-alvo.

Como público-alvo entendemos o conjunto de pessoas unidas por certas características sociais (e.g. etárias, de gênero, classe social), e que por isso, compartilham valores, medos, angústias, ambições e objetivos, bem como interesses e capacidades diferenciadas.

Por isso, a Ciborga adapta sua mensagem e adapta seus produtos a depender das características do público-alvo e da mensagem que os nossos clientes desejam passar.

Acima de tudo trabalhamos com criatividade e inovação dentro do mercado de comunicação, no sentido de que focamos na transmissão de uma mensagem científica que busca muito mais incutir dentro da audiência o amor e o interesse pela ciência além da simples compreensão de conceitos na busca por uma sociedade onde a cultura científica seja predominante.

Nós da Ciborga acreditamos que além de passar conhecimento adiante de uma maneira que o público não-especialista possa entender, a divulgação científica deve afetar o público de outras maneiras.

Assim a Comunicação Criativa de Ciências surge como uma comunicação multisensorial cujo centro e inspiração é o conhecimento científico e busca emocionar, atrair e encantar a audiência.

Sua empresa pode estar conosco no futuro!


Referências:

  1. The Story of Science. Documentário da BBC. Múltiplos episódios. ↩︎
  2. O combate ao ocultismo e a defesa de novas práticas cognitivas. (Trecho adaptado do livro Francis Bacon e a fundamentação da ciência como tecnologia). ↩︎
  3. García, J.L. & Martins, H. O ethos da ciência e suas transformações contemporâneas, com especial atenção à biotecnologia. Scientiæ zudia, São Paulo, v. 7, n. 1, p. 83-104, 2009. ↩︎

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